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terça-feira, 17 de setembro de 2013

MAIS 08 AGENTES PENITENCIÁRIOS PRESOS!

Agentes penitenciários presos cobravam até R$ 5 mil por cada celular que entrava em presídio

Oito agentes foram presos nesta segunda-feira, e outros dois estão foragidos. Eles atuavam no Centro de Detenção de Marataízes.



ALMIR NETO | aneto@redegazeta.com.br

 Oito agentes penitenciários foram presos na manhã desta segunda-feira (16), acusados de facilitarem a entrada de celulares e drogas no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Marataízes. A entrega de cada celular pelas mãos dos agentes chegava a custar R$ 5 mil, dependendo do modelo e da quantidade de chips.
Os agentes presos foram acusados de crimes como formação de quadrilha, tráfico, associação para o tráfico, peculato, corrupção ativa e passiva, entre outros. De acordo com o delegado, ao fim do inquérito será definida a participação de cada um dos acusados no esquema. 

Os agentes presos foram identificados como Wesley Bernardo Martins, 34 anos, Welington Paz Teixeira, Thiago Marvila Paz, de 32 anos, Walace da Silva Pimentel e Edipo Bahiense Pontes, de 24 anos, Maicon de Souza Santos, 31, Saulo de Freitas, 27 e Evaldo Dias, 41 anos. Todos foram encaminhados para o Centro de Detenção de Xuri, em Vila Velha.

Outros dois agentes não foram localizados pela polícia, e são considerados foragidos. Na operação, foram apreendidas as armas dos agentes, veículos, celulares, dinheiro e notebook. A investigação corria há cerca de um ano e meio.

Viagem ao exterior

De acordo com o superintendente de Polícia do Interior, delegado Danilo Bahiense, que comandou as investigações, os agentes tinham entre 2 e 13 anos de atuação dentro do sistema prisional e um deles teria viajado para o exterior, após o registro de uma fuga. “É no mínimo estranho que ele tenha feito essa viagem logo após a fuga de presos, uma vez que o salário médio dos agentes não é compatível com esse tipo de lazer".

Bahiense também comentou que os agentes eram assediados por detentos e também por familiares. “Eles facilitavam a entrada de drogas e celulares, principalmente. Certamente os agentes são assediados pelos presos e também por familiares. Tudo isso facilita. Se o cidadão não tiver princípios éticos e morais, ele acaba se corrompendo”, salientou.

Secretário diz que servidores perderão seus empregos

O secretário de Justiça do Estado do Espírito Santo, Sérgio Alves Pimentel, declarou durante entrevista coletiva que a fiscalização sobre o sistema como um todo é constante e que ela vai continuar. “Não terminamos por aqui. Nesse caso serão instaurados inquéritos administrativos e os servidores perderão os seus empregos”, confirmou.

Ele disse também que há uma parceria entre a Sejus, a Polícia Civil e o Ministério Público para a realização de investigações. Ele também revelou que nos últimos seis anos o governo realizou investimentos da ordem de R$ 450 milhões em equipamentos, treinamento de pessoal, e construção de novas unidades.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

RECORDANDO: AMAFAVV NO DIARIO DO CONGRESSO

Assembleia Legislativa do ES se cala diante das acusações a Da Vitória


Mais uma vez o corporativismo impera na Assembleia e os deputados estaduais silenciam sobre as denúncias que chegam às portas do colega de plenário Josias Da Vitória (PDT). Apesar de um grupo de deputados se revezar na tribuna para cobrar providência diante das graves denúncias de corrupção que atingiram o Instituto de Atendimento Socioeducativo do Estado (Iases), o envolvimento do deputado é ignorado.
Na segunda-feira (20), o nome do deputado foi incluído no rol dos investigados no esquema corrupção em contratos firmados entre Iases e a Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (Acadis).
Mas o protecionismo ao deputado não se restringe à repercussão da “Operação Pixote”, da Polícia Civil e do Judiciário. 
Ainda no primeiro semestre do ano passado, a Corregedoria da Assembleia recebeu a denúncia da Associação de Mães e Familiares Vítimas da Violência (Amafavv). O corregedor da Casa, José Carlos Elias (PTB), designou o deputado Henrique Vargas (PRP) relator do processo.
Procurado pela reportagem de Século Diário, nessa terça-feira (21), Vargas disse que à época a denúncia foi arquivada porque “não havia comprovação das denúncias”. Questionado sobre os novos episódios, envolvendo o caso, o deputado disse que vai ouvir os colegas para saber as providencias a serem tomadas.
Esta não é a primeira vez que a  Corregedoria da  Assembleia atua de forma a proteger  deputados acusados de participação em casos de repercussão. Na legislatura passada, o então deputado Wolmar Campostrini (PDT), apesar de ter o nome envolvido em um caso de venda de votos, teve o processo arquivado na Corregedoria da Casa.
O escândalo envolvendo Campostrini ganhou projeção no dia 24 de abril de 2008, quando foi deflagrada pela Polícia Federal a operação “Auxilio-sufrágio”, que cumpriu 50 mandados de prisão e outros 59 de busca e apreensão, no escritório, na residência e no gabinete do deputado, que só não foi preso devido à imunidade parlamentar. O processo na Corregedoria ficou parado por dois anos e em 2010 foi arquivado, enquanto isso, Campostrini cumpriu normalmente o mandato parlamentar.
Nos corredores da Assembleia, o comentário é de que de se depender dos deputados, nenhuma providência deverá ser tomada em relação ao deputado Josias Da Vitória.
Fonte: Seculo Diario

RECORDANDO: AMAFAVV NO CONJUR

Espírito Santo inaugura penitenciária com 604 vagas

O governo do Espírito Santo inaugurou a primeira parte da Penitenciária Semiaberta de Vila Velha, com capacidade para 604 internos, nesta semana. A unidade faz parte da reestruturação do sistema prisional no estado e é a 23ª inaugurada na gestão atual. A situação carcerária do Espírito Santo foi denunciada na última reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU), em março, em Genebra, como informa a Agência Brasil.
A Secretaria de Justiça do estado afirmou que a nova unidade prisional terá áreas para atividades de ressocialização. "Essa unidade tem salas de aula, oficinas de trabalho, espaço para teatro e biblioteca que contemplam tudo o que está previsto na Lei de Execução Penal", afirmou o secretário de Justiça Ângelo Roncalli.
Modelo prisional
A população carcerária do Espírito Santo passou de 3,5 mil para 11,4 mil desde 2003. Devido à superlotação, os presos foram abrigados em contêineres de lata. Após a denúncia da ONU, foram investidos R$ 420 milhões na reestruturação do sistema prisional. Segundo o governo, o Espírito Santo atualmente é o estado que mais investe na área, proporcionalmente à sua população.
Para o presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Bruno Souza, responsável por apresentar as condições dos presídios na ONU, é preciso discutir o modelo que se inaugura no estado. "Fizemos aquilo [a denúncia] não só para discutir a estrutura física, mas também o sistema prisional como um todo. A questão da violência, da impunidade e a morosidade. A partir de janeiro, teremos estruturas muito boas, mas continuamos com violência enorme e com uma Defensoria Pública com pouquíssimos profissionais."
Souza criticou o regime disciplinar em funcionamento nas unidades por dar o mesmo tratamento aos diferentes tipos de detentos, estejam eles em regime semiaberto, fechado ou presos provisoriamente. "No centro de detenção provisória, a pessoa só pode receber visitas quinzenais e só com um vidro no meio e todas ficam 46 horas dentro da cela para terem banho de sol de duas horas."
O sistema de ressocialização anunciado também foi criticado. "Em julho, convocamos todas as pessoas envolvidas na ressocialização no estado e descobrimos que todos os programas não atingem mais de 15% da massa carcerária, que é de cerca de 12 mil presos." O próximo governo se comprometeu a criar um grupo de trabalho para discutir o sistema prisional como um todo.
A representante da Associação de Mães e Familiares Vítimas da Violência do Espírito Santo (Amafavv-ES), Maria das Graças Narcot, afirmou que é preciso oferecer treinamento adequado aos policiais, pois os presos continuam sendo torturados. Ela também informou que os presídios já inaugurados ainda não estão devidamente equipados, e que são "lindos por fora e podres por dentro".
Revista Consultor Jurídico, 30 de dezembro de 2010

RECORDANDO: AMAFAVV NO SINDICATO DOS PSICÓLOGOS DE SÃO PAULO

23/11/2011

Proprietário da Clinica Santa Izabel tenta calar ativistas da luta antimanicomial

Fonte: Abdic
Ativistas na Luta Antimanicomial, Zulmira Fontes e Nercinda Claresminda serão, novamente, Julgadas, em Audiência de Instrução e Julgamento, nessa quinta Feira, dia 24, segundo processo tipo “Cala Boca”, que se arrasta, sem definição, há anos, conforme consequência de Audiência de Conciliação, em 14/06, realizada sem sucesso, onde são acusadas pelo suposto Crime de Calúnia, Injúria e Difamação, segundo Queixa Crime ofertada pelo proprietário da Clinica Santa Izabel, em Cachoeiro do Itapemirim/ES, Senhor Sebastião Ventury Baptista.

Há muitos anos envolvidas na Luta pelos Direitos Humanos, desde que ela mesma, Zulmira, foi, segundo alega, Vitima de uma suposta Internação Involuntária em Clinica Psiquiátrica, que a teria lançado no acometimento de Transtorno Pós - traumático, por cerca de dois anos, a Blogueira e Ativista Política de Cachoeiro do Itapemirim/ES, Zulmira Fontes , que luta pelo completo fechamento da Clinica Santa Izabel, de propriedade do Senhor Sebastião Ventury Baptista, conveniada ao Estado do Espírito Santo e ao SUS, segundo nos foi informado, de quem recebe repasses Públicos, foi Intimada, judicialmente, a retirar do seu Blog http://zuzufontes.blogspot.com/ “ toda e qualquer divulgação das informações e imagens veiculadas ... ” relativo ao Senhor Sebastião Ventury Baptista, quem move contra si Queixa - Crime na Quarta Vara Criminal da Cidade.

A mesma Queixa pesa, também, contra Claresminda, quem, segundo ela, teria perdido uma Filha, morta na Clinica, por reação medicamentosa, situação nunca Investigada, Criminalmente, segundo nos consta.

Decisão ” Liminar, exarada pela MM.Juiza Kelly Kiefer, ainda em 19/08/010, cumprida na integra, via Carta Precatória para a Comarca de Marataizes/ES, onde atualmente reside Zulmira, impõe, inclusive, Multa Diária de R$500,00 em caso de descumprimento, dispondo que deixem as supostas Quereladas de atacarem a Imagem da Clinica, e do seu Proprietário.

Sendo, no entanto, uma espécie “Prematura ” de Antecipação de Juízo, a que é permitido ao Magistrado, tão logo receba o Processo, a pedido da Parte, uma vez se convença da procedência da reclamação, a Queixa - Crime , na verdade, se presta a, em tese, repreender a possível Conduta Delituosa da Querelada, Zulmira Fontes , em razão do Querelante, Sebastião Baptista, quem, para melhor esclarecimento, reportamos, trata-se do proprietário da Clinica Psiquiátrica Santa Izabel , naquela Cidade, a real interessada no deslinde da questão, onde persistem internados mais de Quatrocentos Pacientes com distúrbios, ou não, mentais, o que é, inclusive, totalmente inadequado, segundo a Psiquiatria Moderna.

Conhecida nacionalmente como Ativistas Políticas e por seu Blog, voltado à Luta contra a Internação Manicomial , como regra absoluta, e não exceção, sobretudo, a Querelada Zulmira é, também, Autora de Abaixo Assinado Eletrônico pela Legislação de Lei que resguarde o Direito a Acompanhante ao Interno em Manicômio no Site http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/abaixoassinado/6433  , que, ora, com a Decisão Judicial , diante da iminência de tão sobrepesada Multa / Diária , e por acatamento a Ordem Judicial, se viu obrigada a retirar do seu Blog as denúncias que faz contra a tal Clinica Santa Izabel, segundo ela, entidade com fins lucrativos que atende pelo SUS – Sistema Único de Saúde, onde estariam, ainda, segundo ela, ocorrendo várias irregularidades, conforme transcreve em e-mail repassado a sua lista, com esclarecimentos que teriam sido prestados pelo próprio Conselho Regional de Psicologia da 16ª Região/ES (CRP-16) , que, endossariam parte das suas Denúncias.

Decisão, como dito dantes, em anterior Matéria, aparentemente tosca, já que proferida ainda em fase de Antecipação de Tutela em Juízo Penal, quando deveria ser versada, salvo melhor juízo, em Esfera Cível , em propicia Ação Cautelar , independente de que procedam as tais graves denúncias perpetradas por Zulmira e Claresminda , ademais, fere o próprio principio do Direito de Opinião, e a mais elementar Liberdade de Imprensa , assegurados a todo e qualquer Cidadão brasileiro.

Pessoas que possuem Domicilio certo e sabido, onde receberam a própria Intimação , quem, inclusive, Assinam suas matérias, não oferecendo qualquer risco à Sociedade , nem de possível Fuga Processual, portando, não ocultas pelo manto sombrio da clandestinidade, Zulmira Fontes , e Nercinda Claresminda, são, ademais, o próprio “ Grito ” calado dos que não podem, por detrás das Grades Obscuras dos Manicômios, e Clinicas Psiquiátricas, quiçá, a Santa Izabel, ser ouvidos.

Soa aparentemente, portanto, tal Decisão, não como um Ato Deliberado e Contraditado de Justiça, Poder que se quer, ainda, a ouviu, mas, sim, na atual fase processual nascitura, como a mais Ignomia e Repulsiva Censura : Amordaçamento !!!

Ainda, segundo o Advogado Antônio Fernando de Lima Moreira da Silva, que foi constituído Representante Legal de Zulmira, e entrará no Tribunal com Habeas Corpus pela nulidade do Processo, também, combativo Advogado da AMAFAVV – Associação das Mães e Familiares das Vitimas de Violência do Estado do Espírito Santo ( http://www.amafavv.blogspot.com/) : ”... A ação penal privada foi instrumentalizada através de procuração genérica, que não observou os requisitos específicos previstos no artigo 44 do Código de Processo Penal. Como é cediço, no Direito Penal, a falta de representação quando exigida para o exercício da ação penal, é falta de condição para o exercício da ação penal, também chamada de condição de procedibilidade.  Tal situação conduz à rejeição da queixa, conforme dispõe o artigo 395, inciso II, do Código de Processo Penal, com a redação dada pela Lei nº 11.719/08” , informa.

...Mas isso, somente nos dirá, afinal, possível Sentença, que, junto com a Liberdade, ou Não de Zulmira e Claresminda, encerrará, de fundo, o destino da Luta Antimanicomial no Brasil, em alvitre e temeridade que ultrapassam o próprio Juízo Subjetivo encerrado nas Partes em apreço.

Questões essas, aliás, sobre as quais não podem deixar de manifestar-se o Conselho Regional de Psicologia nem os Direitos Humanos, em si.

RECORDANDO: AMAFAVV NA JUSTIÇA GLOBAL

15 de outubro de 2010 • 17h37

‘Campanha política omite questão carcerária’

Por Gilberto Costa, Agência Brasil
Brasília – A duas semanas para a definição de quem será o próximo presidente da República, os candidatos ainda não se posicionaram sobre as condições dos presídios e a situação em que vivem os presos. O Brasil é o quarto país no mundo em população carcerária (494,2 mil pessoas) e já foi alvo este ano de denúncias nas Nações Unidas por causa do sistema prisional no Espírito Santo.
“Há um consenso entre os de cima: a política prisional tem estar excluída de qualquer debate”, disse Hamilton Borges da Associação de Familiares e Amigos de Presos e Presas da Bahia (Asfap – BA). Para Maria das Graças Nascimento Nacort, da Associação de Mães e Familiares Vítimas da Violência do Espírito Santo (Amafavv-ES), o silêncio dos candidatos é indicativo de que a situação dos presídios, marcada pela superlotação, tortura e tratamento desumano, “será daí para pior”, afirmou.

domingo, 15 de setembro de 2013

VAI ACABAR TENDO QUE COMER ESSAS QUENTINHAS, HEIN RONCALLI!

Escândalo das quentinhas: Justiça recebe ações de improbidade contra Roncalli

 

O ex-secretário de Justiça teve os bens bloqueados em decorrência de irregularidades em contratos para fornecimento de alimentação para o sistema prisional

Nerter Samora
15/09/2013 16:31 - Atualizado em 15/09/2013 09:34

O juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Gustavo Marçal da Silva e Silva, recebeu, nessa sexta-feira (13) duas ações de improbidade administrativa contra o ex-secretário estadual de Justiça, Ângelo Roncalli de Ramos Barros, por fraudes no fornecimento de alimentação para o sistema prisional. Além do ex-secretário, figuram como réus nos processos os sócios de duas empresas (MS Quintino ME e Viesa Alimentação Ltda ME), que forneciam os alimentos de forma superfaturada e até mesmo estragados para os presos.

Nas decisões, o magistrado indicou a existência de provas documentais das supostas irregularidades cometidas pelo então secretário de Justiça na contratação dos serviços de alimentação para os detentos de duas unidades prisionais – Centro de Detenção Provisória Feminina e Unidade Semiaberta Masculina, ambas em Vila Velha –, no ano de 2011. O total dos contratos sob suspeição ultrapassa R$ 2,9 milhões, de acordo com a denúncia ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPE).

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

SEMPRE ELES!

Sejus instaura procedimentos para apurar condutas de Agentes Penitenciarios
Comissão vai investigar agressões a detentos e até suposto envolvimento de agentes em atividades criminosas

12/09/2013 17:04 - Atualizado em 12/09/2013 18:13
A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) abriu Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) contra diversos agentes do sistema penitenciário. As condutas a serem apuradas vão desde responsabilidade administrativa em rebelião, passando por supostas agressões a internos do sistema penitenciário e até mesmo suposto envolvimento de agentes em atividades criminosas. 

A primeira portaria publicada pela Sejus no Diário Oficial desta quarta-feira (11) instaura PAD contra um grupo de 14 servidores com o objetivo de apurar responsabilidade administrativa sobre a rebelião ocorrida na Penitenciária Estadual de Vila Velha I (PEVV I) no dia 11 de agosto de 2013. 
 
Na ocasião, o motim dos presos acabou por destruir a unidade e  teria sido iniciado por um preso oriundo do Presídio de Segurança Máxima II (PSMA II), em Viana, transferido após a Operação Mouro, realizada em pelo Grupo Especial de Trabalho em Execução Penal (Getep) e pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ambos do Ministério Público do Estado (MPES), em parceria com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus). Os presos estariam insatisfeitos com a constante falta d'água na unidade, com a falta de assistência médica e com a comida azeda que estaria sendo servida aos apenados.
 
Outro agente penitenciário vai ter conduta apurada por meio de PAD por ocorrência de “de incontinência pública tendo em vista o seu envolvimento em uma série de eventos criminosos, incompatíveis com o exercício da função pública que exerce”. O agente foi flagrado em operação policial com uma arma, munição e maconha em Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado). Ele foi autuado por porte ilegal de arma. 
 
Outros dois agentes vão ser investigados após denúncias de agressões contra detentos na Penitenciária Regional de Cachoeiro de Itapemirim (PRCI) e na e na Penitenciária de Segurança Máxima I (PSMA I), em Viana.  

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

CUIDADO: AGENTES PENITENCIARIOS ARMADOS PELA RUA

Rejeitada ação popular que pedia revogação de acautelamento de armas por agentes da Sejus

Processo questionava legalidade de portaria que garantiu a cautela de armas de fogo por agentes penitenciários

 http://www.seculodiario.com.br/12701/9/rejeitada-acao-popular-que-pedia-revogacao-de-acautelamento-de-armas-por-agentes-da-sejus-1
Nerter Samora
03/09/2013 17:44 - Atualizado em 05/09/2013 18:01

O juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Gustavo Marçal da Silva e Silva, negou o recebimento de uma ação popular movida contra o ato do secretário de Estado da Justiça, Sérgio Alves Pereira, que permitiu o acautelamento de armas de fogo por agentes penitenciários e de escolta. Na decisão publicada nessa segunda-feira (2), o magistrado entendeu que este tipo de ação não seria a via adequada para a obtenção da declaração da inconstitucionalidade da norma.


A ação popular (0031019-02.2013.8.08.0024) foi ajuizada no último dia 18 pela presidente da Associação das Mães e Parentes de Vítimas da Violência (Amafavv), Maria das Graças Nacort. Figuram como requeridos no processo, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) e do titular da pasta, Sérgio Pereira – promotor de Justiça licenciado.

Nos autos do processo, a militante social alegava que a Portaria nº 1.201-S, publicada no dia 6 de agosto, feria os preceitos legais ao permitir que os agentes citados possam portar as armas de fogo fora do horário de serviço. Ela mencionou como agravante o fato de muitos dos agentes ocuparem cargos de designação temporária.

Na decisão, o juiz Gustavo Marçal chegou a acolher parte dos argumentos levantados na ação, como o fato de o acautelamento das armas pelos agentes fora do horário de serviço contrariar as disposições do Estatuto do Desarmamento, bem como o veto da presidente da República, Dilma Rousseff, a projeto legislativo semelhante. Apesar do entendimento pela legalidade, o magistrado abordou o aspecto técnico da impossibilidade de recebimento do processo.

“A ação popular não pode ter o objetivo precípuo (essencial) de atacar lei em tese, na medida em que necessita impugnar atos de efeitos concretos. [...] Dessa maneira, não cabe ação popular na hipótese em que, embora se ventile ofensa à legalidade e moralidade públicas, busca-se, na verdade, a obtenção de declaração de inconstitucionalidade de uma determinada lei, sem visar à anulação de um ato concreto específico, tal como ocorre nessa demanda”, diz a decisão.

Para o magistrado, a eventual análise do processo pelo juízo de 1º grau poderia causar até a nulidade do julgamento. Gustavo Marçal argumenta que o controle da legalidade e compatibilidade das leis é do Supremo Tribunal Federal, no caso de confronto com a Constituição Federal, e do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), quando a ofensa se dá com a Constituição Estadual.

Mesmo com o indeferimento da petição inicial, o caso deverá ser apreciado pelo Tribunal de Justiça, uma vez que a sentença está sujeita ao duplo grau de jurisdição – ou seja, necessita ser examinada pelos desembargadores antes do arquivamento em definitivo. Esse mesmo entendimento havia sido aplicado pelo juiz em outras ações populares movidas contra os ex-secretários Ângelo Roncalli (Justiça) e Rodney Miranda (Segurança Pública) por atos

RECORDANDO: MANIFESTANTES PROTESTAM COM CADÁVER DE PRESO

ES: Manifestantes protestam com cadáver de preso

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI2713922-EI8139,00-ES+manifestantes+protestam+com+cadaver+de+preso.html 

27 de março de 2008 19h02

Uma manifestação promovida pela Associação de Mãe e Familiares de Vítimas de Violência do Espírito Santo (AMAFAVV/ES) exibiu hoje, em praça pública, o corpo do preso José Bernardino Andrade Filho, que foi morto e esquartejado. O crime aconteceu no último dia 20 na Casa de Custódia de Viana, presídio localizado na região Metropolitana de Vitória (ES). Ele estava preso por assassinato.

O protesto contou com um carro de som e com outro veículo que levava o caixão com o corpo do preso. O ato teve início no Departamento Médico Legal (DML), em Vitória. Depois, a manifestação passou pelas principais avenidas da capital, seguiu em direção ao Ministério Público Estadual e terminou no centro da cidade.
Muitas pessoas se assustaram com o protesto e outras acharam um absurdo a exposição da vítima em público. "Acho essa cena terrível, um absurdo. Não concordo com esse tipo de protesto. É uma agressão a quem passa pela rua", disse a auxiliar de serviços gerais Júlia Gomes.
Já a estudante universitária Paula Ramos achou válida a idéia e apoiou o protesto. "Se essa é a realidade dos presídios capixabas, ela precisa ser mostrada. Sei que a cena é muito forte, mas está na hora das pessoas saberem qual é a real situação", afirmou.
A presidente da AMAFVV/ES, Maria das Graças Nascimento, afirmou que o protesto tinha mesmo o objetivo de chocar a população e mostrar a realidade em que os detentos vivem dentro dos presídios capixabas. Segundo ela, a associação vai exigir o fechamento da Casa de Custódia e indenização às famílias das vítimas.
"Nós resolvemos abrir o caixão porque tinha gente achando que era um boneco. Nós, mães de vítimas da violência, estamos na rua em favor da vida. Viemos mostrar para a população que a gente não está seguro em lugar nenhum, nem aqui e nem nos presídios. Nós vamos pedir o fechamento da Casa de Custódia e que o Estado seja responsabilizado", disse.
O corpo, que já estava no DML há seis dias, foi enterrado na tarde de hoje. Segundo Maria das Graças, a família da vítima não tinha condições de fazer o enterro e autorizou a utilização do corpo durante a manifestação.
"Pagamos R$ 50 para a funerária retirar o corpo do DML. Ontem, uma sobrinha do ex-detento esteve em Vitória, reconheceu o corpo, mas, como não tinha recursos para fazer o sepultamento, autorizou que a associação fizesse o protesto¿, disse.

RECORDANDO: AMAFAVV NO PRAVDA

Segue matéria publicada no Pravda, principal jornal da Rússia, na qual a AMAFAVV é citada.


Brasil, país da impunidade do agente do estado e da lei

28.03.2011
 
SÃO PAULO/BRASIL (PRAVDA.RU) - Brasil, país da impunidade do agente do estado e da lei, um câncer social fantasiado de escudo da sociedade - O Brasil figura no contexto mundial dos direitos humanos como o país onde a violência da polícia contra o cidadão atinge patamares inacreditáveis sem, contudo, acontecer uma punição exemplar aos responsáveis.
Por ANTONIO CARLOS LACERDA
Correspondente Internacional
No Brasil, ao invés de ser tida como escudo protetor do cidadão, a polícia - com as devidas e honrosas exceções - é o terror que impõe medo, distanciamento e ameaça ao direito, à verdade e aos direitos do cidadão.
 Porto seguro para bandidos, para a prática de atos criminosos sob o manto protetor de autoridade que lhe é devida por ser um suposto 'agente da lei', a polícia é hoje o câncer social oficial e intocável cravado nas estranhas do Estado Brasileiro.
A impunidade policial deve-se, principalmente, ao corporativismo e ao fato de, por ser um agente da lei, o policial, quando c0hega a responder um processo judicial, é tido como o homem da verdade, acima de qualquer suspeita, condição que lhe permite sair impune de uma acusação, quando ocorre.
Dentro das policiais - instituições que, por mandamento constitucional, pressupõe ser o escudo defensor do cidadão contra a violência - estão camuflados os mais violentos, covardes e cruéis bandidos, verdadeiros cânceres sociais.
No Brasil, a violência policial contra o cidadão não está restrita às barbáries cotidianas ocorridas dentro do sistema carcerário contra o homem preso, com assassinatos e esquartejamentos, e abusos, dos mais diversos matizes, contra seus familiares.
No Brasil, a violência policial começa já no local da ocorrência do fato delituoso, estendendo-se às delegacias de polícia, onde o acusado é autuado, sem a presença de um advogado e familiares, e obrigado assinar um 'Termo de Culpa', muitas vezes sob a mira de armas e espancamentos.
 
As ditas corregedorias policiais são, na verdade, um manto protetor do próprio câncer social travestido de policial. Não se pode dar crédito a uma investigação de um policial feita por seus colegas e parceiros de trabalho. Às vezes, quando ocorre uma punição, a finalidade é dar uma satisfação à sociedade e mostrar que essas corregedorias agem em defesa do cidadão, nada mais que isso.
O ministro Gilmar Ferreira Mendes, quando presidente do Supremo Tribunal Federal, chegou a dizer ser "imensurável um dia de liberdade do homem", numa alusão aos maus tratos nos presídios brasileiros, onde o presidiário perde todos seus direitos elementares, permanecendo encarcerado por vários meses e anos após ter cumprido a pena que lhe foi imposta pela Lei.
Outro fato estarrecedor é a falta de qualificação do policial para, no local de uma ocorrência de tráfico de drogas, por exemplo, distinguir o usuário do vendedor. Esse despreparo policial, levou o então superintende de Polícia Prisional do Estado do Espírito Santo, no Sudeste do Brasil, delegado Gilson Lopes, hoje deputado estadual, a declarar que 20% dos presidiários são inocentes.
As declarações do delegado Gilson Lopes e do ministro Gilmar Mendes provocam uma pergunta: Se é imensurável um dia de liberdade do homem, existe, então, justo reparo aos meses e anos que 20% de inocentes ficaram presos no sistema carcerário do Estado do Espírito Santo, mundialmente conhecido como 'As masmorras do Hartgung' - em uma alusão ao ex-governador Paulo Cesar Hartung Gomes?
Qual seria, então, o valor de uma indenização moral para toda uma família cidadã que teve um de seus membros preso inocentemente durante anos, vítima da perversidade policial e de outros agentes da Lei e do Estado?
Quem deve ser punido pelo ato criminoso? O policial que prendeu, o delegado que autuou, o promotor que denunciou ou o juiz que condenou o inocente? Infelizmente ninguém é punido, o que estimula as constantes reincidências desses 'legítimos agentes da lei, representantes do Estado'!
No Brasil, o Estado do Espírito Santo, durante os oito anos de Paulo Hartung como governador, se transformou no mais perverso, covarde e cruel símbolo da violação dos direitos humanos no sistema carcerário brasileiro, mundialmente conhecido por 'Masmorras do Hartung', fato que colocou o País no 'banco dos réus dos direitos humanos' da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA).
O novo governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, eleito graças ao apoio do 'governador das masmorras', nada fez para mudar o quadro de violação dos direitos humanos no sistema carcerário do Estado, nem sequer procurou determinar que fossem apuradas as denúncias contra o sistema para as devidas punições dos responsáveis.
O silêncio de Renato Casagrande é um aval às "masmorras do Hattung" e às práticas de violação dos direitos humanos no sistema carcerário do Espírito Santo, que estão sob acusação nas comissões de Direitos Humanos da ONU e da OEA.
No Espírito Santo, somente o desembargador Pedro Valls Feu Rosa, a presidente Associação de Mães e Familiares das Vítimas da Violência (Amafavv), Maria das Graças Nacort, e o jornal virtual Século Diário ousaram levantar suas vozes e praticarem, cada um a seu modo e condições, atos contra a violação dos direitos humanos no Estado.
Ninguém mais no Espírito Santo age com a veemência e a contundência de Pedro Valls Feu Rosa, Maria das Graças Nacort e Século Diário na defesa dos direitos humanos. Todos os demais que se apresentam como defensores dos direitos humanos, apenas falam, mesmo assim, por conveniência ou interesse próprio.
O Espírito Santo se tornou o símbolo nacional da violação dos direitos humanos, por parte do Estado e seus agentes e, também, da luta destemida e ousada pelo respeito aos direitos fundamentais da cidadania, através dos atos e vozes de Pedro Valls Feu Rosa, Maria das Graças Nacort e Século Diário no combate sistemático aos cânceres sociais fantasiados de agentes da lei que agridem o cidadão e sua família.
Em São Paulo, a maior cidade da América Latina, um relatório sobre uma investigação da Polícia Civil apontou grupos de extermínios formados por homens da Polícia Militar responsáveis por, pelo menos, 150 assassinatos, só na cidade, entre 2006 e 2010.
Entre as vítimas, 61% não tinham antecedentes criminais, 54% foram executadas em atentados em que policiais militares são suspeitos e 69% não tinham passagem pela polícia.
Segundo o relatório, as motivações para os assassinatos são as seguintes: 20% por vingança; 13% por abuso de autoridade; 13% pelo que a polícia chamada de "limpeza" (assassinato de viciados em drogas, por exemplo); 10% por cobranças ligadas ao tráfico, 5% por cobranças de jogo ilegal; 39% sem razão aparente.
Alguns dos policiais militares acusados estão presos, mas negam os crimes. O Comando-Geral da Polícia Militar, como sempre, não se manifestou nem informou exatamente quantos homens já puniu. Os policiais militares acusados de extermínio são tão maus que foram acusados de executar um coronel da própria corporação em 2008.
Na cidade de Serra, no Estado do Espírito Santo, um adolescente perdeu rim após ser supostamente espancado por policial. O Boletim de Ocorrência que registrou o caso relata que três adolescentes com idades de 15, 16 e 17 anos foram detidos após tentarem asfixiar um taxista e roubarem dinheiro da vítima para curtir uma festa.
Policiais do Sexto Batalhão da Polícia Militar prenderam os adolescentes. Um dos adolescentes, disse ter sido espancado por um dos policiais até perder o rim esquerdo.
A sessão de socos, chutes e tapas dos policiais contra os adolescentes teria ocorrido no meio da rua, no bairro Pitanga. Outros dois adolescentes também teriam sido espancados, segundo depoimentos prestados ao defensor público Fábio Rodrigues de Souza.
O adolescente de 16 anos, que perdeu o rim esquerdo, sofreu tanta violência física que apresentou hemorragia abdominal, e teve de ser levado com urgência para o Hospital Metropolitano, onde foi submetido a uma cirurgia de emergência para retirada do rim, segundo boletim médico.
A Polícia Militar do Espírito Santo disse desconhecer a ocorrência e, por esse motivo, não irá se pronunciar até receber a denúncia por via oficial.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, também apontou o sistema prisional brasileiro como um dos fatores do agravamento dos problemas de segurança no país, e disse haver "situações absolutamente grotescas".
Já o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, criticou o sistema penitenciário do país e chegou a comparar algumas prisões às "masmorras medievais".
"Isso é um crime do Estado contra o cidadão brasileiro", disse o presidente do Supremo Tribunal Federal. Para ele, o sistema penitenciário brasileiro não ressocializa o preso e promove um ciclo de reprodução da criminalidade.
O fato de o sistema penitenciário brasileiro - o do Estado do Espírito Santo é o mais criminoso - não ressocializar o preso e promover a reprodução da criminalidade, conforme o próprio presidente do Supremo Tribunal Federal enfatizou, deve-se ao fato de o acusado, muitas vezes vitimas inocente da própria polícia, viver um ciclo de espancamentos, torturas, árbitros e violação dos seus direitos elementares desde o local da ocorrência policial até ser assassinado e esquartejado dentro dos presídios.
Os que conseguem sobreviver aos ataques e requintes de crueldades dos monstros fantasiados de policiais agentes da lei, ao serem libertados das prisões, se transformam em outros monstros sociais em busca de vingança pelos maus tratos recebidos durante os anos que permaneceram presos.
Então, além dos monstros fantasiados de agente da lei já existentes no seio da sociedade, outros tantos são recolocados dentro do convívio social por força resultante da perversidade da polícia e do sistema carcerário brasileiro.  

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

01 MORTO A CADA 10 DIAS NAS MASMORRAS CAPIXABAS EM 2013


 

 Relatório da Sejus mostra que população carcerária do Estado aumenta mensalmente

Em julho, sistema prisional registrou déficit de 2.259 vagas; 25 presos foram mortos nas unidades prisionais este ano

 
Livia Francez
28/08/2013 17:30 - Atualizado em 28/08/2013 18:07
 
O relatório da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) do sistema penitenciário capixaba do mês de julho de 2013 mostra os motivos pelos quais os agentes penitenciários deixaram de receber presos nos Centros de Detenção Provisória (CDPs) nesta segunda-feira (26). O sistema já estava operando acima da capacidade no mês passado, com déficit de 2.259 vagas na detenção provisória. 
 
Além operar acima da capacidade, o número de presos no sistema penitenciário do Estado ultrapassou até mesmo a projeção feita pela própria Sejus, que era de 15.810 presos. O número em julho alcançou 15.815, 194 presos a mais que em junho, que fechou com 15.621. 
 
O número de presos no sistema só aumentou em 2013, saindo de 14.385 em dezembro de 2012 e chegando aos 15.815 em julho. O comparativo entre o mesmo período de 2012 mostra que a população carcerária do Estado aumentou em 10% em um ano. Em julho de 2012 eram 14.440 presos. 
 
O relatório da Sejus também aponta que o Estado tem a oitava maior taxa de encarceramento do País, com 421 presos para grupo de 100 mil habitantes. Além disso, o Espírito Santo é o nono com maior população carcerária em números absolutos, superando estados como Bahia, Goiás e Pará. 
 
O número de presos está acima da capacidade em unidades de todas as regiões do Estado, sendo o Complexo Penitenciário de Xuri, em Vila Velha, o que tem a situação mais alarmante, com déficit de 953 vagas. 
 
Mortes 
 
Entre janeiro e julho deste ano ocorreram 25 mortes no sistema carcerário do Estado. O número naquele mês já é maior do que em todo o ano de 2012, quando morreram 21 presos no sistema. 
 
Dentre as mortes, chamam atenção aquelas que ainda não tinham causa apontada em laudo, mesmo depois de meses do fato. Um preso de 18 anos, morto em 31 de março no Hospital Antônio Bezerra de Farias, em Vila Velha, segundo o relatório de causas naturais, proveniente do Centro de Triagem de Viana (CTV), ainda não tinha causa esclarecida em junho. 
 
Até julho deste ano, o relatório registra dois suicídios esclarecidos e uma mortes por espancamento, na Penitenciária de Segurança Média de Colatina (PSMCol), no noroeste do Estado; e outra por enforcamento na Penitenciária Estadual de Vila Velha II (PEVV II). 

http://seculodiario.com/12612/11/relatorio-da-sejus-mostra-que-populacao-carceraria-do-estado-aumenta-mensalmente